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ARTIGO

SALTO ALTO: O GRANDE VILÃO

Que andar de salto não é uma tarefa das mais confortáveis, toda mulher sabe. O que muitas nem desconfiam é que, ao contrário do que se imagina, não é o aumento da pressão na planta dos pés que provoca as dores. "A pressão total exercida nessa região é praticamente idêntica em valores numéricos, tanto para o salto de 3 cm, 6 cm ou 9,6 cm", diz a pesquisadora Cibele Réssio, do Departamento de Ortopedia e Traumatologia.

Ela constatou que o que causa o cansaço e as dores é, entre outras coisas, o fato de que ocorre uma concentração dos picos de pressão na região do grande dedo. "A utilização dos sapatos de saltos reduz a participação do calcanhar na sustentação do corpo, aumentando proporcionalmente a participação da ponta dos pés (região onde as dores são mais frequentes)", acrescenta Cibele.

Outra explicação é que a mulher demora mais tempo para percorrer a mesma distância, à medida em que aumenta o tamanho do salto. No estudo da ortopedista, as mulheres com salto de 9,6 cm, por exemplo, levavam cerca de 2 décimos de segundo a mais para dar um passo, do que levavam quando estavam com o salto de 3 cm.

Apaixonada por sapatos, com uma coleção pessoal de quase 100 pares, ela aproveitou a experiência adquirida no Grupo de Medicina e Cirurgia do Pé para estudar as alterações que o uso dos três tipos de salto mais vendidos no mercado brasileiro provocam nos pés.

Para chegar a esses resultados, a pesquisadora mediu a pressão na planta dos pés de 10 mulheres, recrutadas no próprio Hospital São Paulo. Foram estudados 40 passos de cada uma em quatro situações diferentes: descalças, com salto de 3 cm, de 6 cm e de 9,6 cm.

As medidas de pressões foram tomadas por meio de palmilhas especiais, dotadas de sensores conectados a um computador (o baropodômetro F-Scan), que foram introduzidas nos sapatos utilizados na pesquisa. Enquanto caminhavam, o computador registrava uma espécie de "impressão digital das pegadas".

"Por ser mulher e ortopedista especializada em pé, sempre pensei no sapato de salto ideal, que causasse menos dor e menos desconforto", diz Cibele. "Minha tese de doutorado terá como desafio desenvolver, com a ajuda de um engenheiro, o sapato de salto ideal, que seja possível calçar durante horas sem sentir dor", idealiza.

Fotos: Stela Murgel    

Cibele Réssio

A pesquisadora Cibele Réssio:
quase 100 pares de sapato

Vítima do salto 6

A advogada recém-formada Cibele de Paula Freitas é um ótimo exemplo dos estragos que o salto alto pode provocar nos pés. Adepta do salto de 6 cm durante muito tempo, ela ganhou como herança um grave problema. Criou uma calosidade tão grave na planta dos pés que hoje usa palmilha especial e faz tratamento dermatológico para diminuir os calos.

"O salto de seis centímetros praticamente não uso mais, porque não aguento. Ando o dia todo porque faço vários trabalhos externos e no final da tarde formam-se bolhas nos pés", conta. "Agora tenho usado, quando muito, o de três centímetros, mas ainda sinto muitas dores"
 


Cuidados na hora de escolher o sapato

  • Só comprar sapatos no final da tarde ou à noite, pois os pés incham durante o dia
  • Quando calçar os sapatos, verficar se sobra uma folga de mais ou menos 1,5 cm entre os dedos e aponta do sapato. Não queira usar sapatos menores do que o seu pé. Compre sempre o seu número
  • Não acredite que o sapato vai lacear. No momento da compra o sapato deve estar o mais confortável possível.
  • Calce os dois pés do calçado, pois normalmente temos um pé maior que o outro.

 

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